Notícias
Concurso é um símbolo de resistência da cultura e da dança afro-brasileira
Evento une resistência afro e indígena em celebração marcada por música, ancestralidade e encontros culturais
História do Curuzu
A rua que fez a história do povo negro de Salvador e virou bairro

Cantado em verso e prosa, o bairro do Curuzu é uma das pérolas de identidade do povo de Salvador. Mais do que um bairro, ele é o reflexo da construção do empoderamento dos negros da capital baiana nas últimas décadas. A presença da sede do bloco afro Ilê Aiyê, no imóvel número 228 da Rua do Curuzu, deu projeção internacional ao bairro, que tem a famosa Ladeira do Curuzu (aquela da música “O Mais Belo dos Belos”) como sua marca registrada.
Por muitos anos, foi conhecido com uma rua do bairro da Liberdade, mas, desde 2017, foi incluído na lista de bairros oficiais de Salvador pela força e representatividade que tem. A presença do primeiro bloco afro do Brasil na rua fez a região se consolidar com empreendimentos voltados para a cultura afro.
Recentemente, os 1,1 km de extensão da rua direta do bairro passaram por requalificação completa desde a Avenida General San Martin à Estrada da Liberdade. Foi feita a remodelação urbanística e o bairro ganhou as cores amarelo e vermelho – as mesmas da fachada da Senzala do Barro Preto, sede do bloco, que tornou a rua tão famosa mundialmente, e da fantasia carnavalesca da agremiação, nascida em 1975.
Mas o Curuzu vai além do bloco. Além do patrimônio cultural, preserva ainda dois dos mais importantes terreiros de candomblé do Brasil. Lá, por exemplo, há o Terreiro Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe, que foi o primeiro a ser tombado com base na Lei de Preservação do Patrimônio Cultural do Município de Salvador. O Vodun Zô é um dos únicos da nação Jeje Savalu que mantém os ritos originais da linhagem, assim como o dialeto africano Ewe-Fon preservado nas expressões e cânticos da comunidade. Conheça mais sobre o Curuzu, a rua que fez a história do povo negro de Salvador e virou bairro.
Fonte: Salvador da Bahia

